Calderón Advogados

Entrevista para a TV UFPR

RICARDO CALDERÓN CONCEDEU ENTREVISTA PARA A TV UFPR

O professor e advogado Ricardo Calderón foi entrevistado pela TV UFPR sobre o tema da Alienação Parental.

A entrevista ocorreu no programa Sem Brincadeira, coordenado pela médica pediatra Dra. Lucy Pfeiffer, quando foram abordadas diversas questões relativas à ALIENAÇÃO PARENTAL que atinge crianças e adolescentes com pais em processo de litígio judicial. A temática foi analisada com destaque para a atuação do advogado nestas difíceis situações. O entrevistado já ministrou palestra sobre o mesmo tema no Congresso Brasileiro de Pediatria, sendo estudioso do assunto. A entrevista está sendo transmitida na grade da TV UFPR, canal 15 da NET. Para acessar a entrevista clique no link acima da imagem.

Justiça Vem Reprimindo Práticas Abusivas Dos Bancos Nos Financiamentos

Os bancos vêm sofrendo sucessivas derrotas nos tribunais relativamente à forma como evoluem a dívida dos consumidores de serviços bancários.

Nas diversas espécies de contrato de financiamento são encontradas práticas vedadas pela legislação, mas que são largamente utilizadas pelas instituições financeiras.

Entre elas se encontram: a utilização da tabela price como sistema de amortização; a cobrança de juros capitalizados (juros sobre juros); a exigência de comissão de permanência cumulada com outros encargos moratórios; multa em percentual acima de 2%; entre outros valores indevidamente exigidos.

Diversas empresas que utilizam com freqüência o limite do seu cheque especial (abertura de crédito em conta corrente) muitas vezes acabam nem percebendo o elevado valor de encargos que lhes é cobrado, pois tal valor é debitado automaticamente na sua conta corrente.

Nestes casos não resta outra alternativa aos consumidores desses serviços a não ser a discussão judicial dos valores que estão sendo exigidos, em virtude da constante recusa dos bancos em reduzir os valores cobrados para clientes que não possuam ação judicial.

Os tribunais vêm dando ganho de causa a esses consumidores, vedando os bancos de prosseguir com essas práticas abusivas, o que acaba por reduzir consideravelmente os valores que eram exigidos.

Cientes disso, muitas instituições acabam por promover mutirões de conciliações para esses clientes que estão em litígio judicial, onde aí sim passam a oferecer condições mais vantajosas para acordo.

Desse modo, fica o alerta para que tanto empresas como pessoas físicas atentem para os valores que lhe estão sendo exigidos de encargos bancários nas diversas espécies de financiamentos para, quando entenderem que podem estar sendo abusivos, procure um advogado para apreciar atentamente o caso e verificar a viabilidade de uma revisão judicial desses contratos.

STF cria parâmetro para ações de multiparentalidade

O advogado Ricardo Lucas Calderón participou da ação que discutia sobre a prevalência da paternidade socioafetiva sobre a biológica  no Supremo Tribunal Federal como amicus curiae e  fez sustentação oral defendendo igualdade de filiação e também a igualdade jurídica da paternidade biológica e socioafetiva.

Segue abaixo, a notícia do IBDFAM sobre o julgamento que ocorreu na última quinta (22) e matéria do Jornal do Comércio do Rio Grande do Sul que faz abordagem sobre a decisão do Supremo.

IBDFAM: STF reconhece multiparentalidade

STF cria parâmetro para ações de multiparentalidade

Princípio da Afetividade no Direito de Família – 3ª Edição 2023

Versa sobre os seguintes temas: i) Filiação no direito de família brasileiro: ressignificação a partir da afetividade, que descreve como esse princípio contribuiu sobremaneira para a modificação do atual entendimento sobre filiação e parentesco; ii) Projeções da multiparentalidade no direito sucessório, com a demonstração das suas repercussões em caso de morte de algum dos envolvidos em situações pluriparentais; iii) Reflexos da afetividade na adoção, que explicita como esse vetor vem permitindo a flexibilização de alguns critérios formais do processo adotivo previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente; iv) Multiparentalidade e adoção, que traz um estudo de caso concreto que acabou por permitir a cumulação da filiação biológica e da adotiva, de modo concomitante; v) Reprodução assistida no Brasil: descompasso entre o barulho da medicina e o silêncio do Direito, que, a partir de situação real, desvela como os atuais desafios da fertilização in vitro vêm sendo tratados juridicamente; e vi) Reproduções assistidas “caseiras”: um novo e instigante desafio, que narra esse fenômeno que se apresenta na realidade brasileira e propõe uma inovadora proposta de solução jurídica para tais filiações.

“Do reconhecimento do afeto que constitui o âmago das relações familiares à imperiosa superação de um modelo único e estanque de família, cujo alicerce maior se verifica em um Código que ignora a realidade que o circunda, emerge, nesta oportunidade, um trabalho primoroso, que apreende a pluralidade das fontes normativas e vence o reducionismo codificador (…). Eis que se apresenta à comunidade jurídica um hodierno e salutar contributo à coeva feição do Direito da(s) Família(s).”

LUIZ EDSON FACHIN | Ministro do STF

“Esse dilema científico do afeto é bem enfrentado pela obra de Ricardo Calderón, a qual consiste não apenas no livro pioneiro sobre o tema da afetividade no Brasil, mas exprime também a preocupação constante do seu autor em atribuir ao princípio da afetividade um papel técnico, dogmaticamente sustentável. O livro oferece, em conclusão, um recompensador passeio por aquilo que há de mais atual no Direito de Família brasileiro. A afetividade, que Ricardo Calderón consagra já no título da sua obra, faz-se presente em cada linha, não apenas na substância da sua tese, mas também na linguagem e no estilo por meio do qual cativa o seu leitor – fruto da melhor tradição da ‘terra das araucárias’ e da Escola de Direito Civil da Universidade Federal do Paraná.”

ANDERSON SCHREIBER | Professor Titular da UERJ

“Penso que este livro é o principal trabalho sobre o tema no Brasil, não deixando dúvidas de que a afetividade é norte regulador do Direito de Família nacional, tendo substrato e força jurídica generalizante, a guiar o intérprete e aplicador do Direito. Para esta nova versão, o Professor Calderón ampliou a sua pesquisa, trazendo questões e temas mais recentes sobre o assunto, especialmente a análise do julgado do Supremo Tribunal Federal que, em repercussão geral, analisou não só a parentalidade socioafetiva, como também a viabilidade jurídica da multiparentalidade.”

FLÁVIO TARTUCE | Professor Titular da FADISP